quarta-feira, 2 de setembro de 2009

lembranças

Lembranças, que apesar de parecer ser tão normal, é na verdade tão diferente quanto se pode imaginar.
E são os poucos capazes de amar não com pensamentos, mas com o coração.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

V

Ela olhou pela janela, e sentiu a gelada brisa do outono beijando suas têmporas.


Suspirou, e com esse suspiro tomou uma das decisões mais importantes de sua vida.

Acendeu seu cigarro, e chorou.
Chorou como nunca tinha chorado antes, sentiu como nunca tinha sentido antes a dor da perda.

Não da perda de alguem que morreu ou de algum amigo seu.
E sim a perda de sua conciência, de sua força.

Chorou como se não houvesse outra saída, como se não houvesse o amanhã.
Como se todos ao seu redor estivesse cercando-a.

Sem ar.
Sem espaço.
Sem tempo.

Sozinha, ao meio de tantas pessoas.
Sozinha não, está com seu copo, seu cigarro e com sua própria conciência.
- que pesa mais do que a sua dor.

montauk

Montauk é o preto no branco
É onde o areia é gelo e o coração esquenta
Montauk é lembrança,
É o grito
É o pranto
É a dor
O êxtase
A alegria
Montauk, apesar de tudo é a lágrima que corre quieta, consentida
A delícia de sofrer e lembrar
O reencontro
A separação e a despedida ...
Montauk é onde eu te busco quando esqueço,
É onde eu lembro onde eu te perco,
É onde eu me acho e volto a sonhar
É o meu lugar
O meu paraíso minha fuga
O que me faz sorrir é que sempre haverá montauk
Mesmo depois do fim.